15 de Dezembro de 2017

Em sua 3ª edição, o Wet’n Wild adotou a história de um presídio cercado de mistérios e segredos obscuros para as Noites Macabras 2017. Será que deu certo? Valeu a pena? Confira agora a nossa análise completa da “Ilha dos Condenados”.

Começando pela sinceridade? Não apostava muito para o evento. Embora a “Maldição do Vilarejo” tenha levado uma experiência bem legal ao parque, não me entusiasmei muito quando foi divulgado o tema oficial.

A divulgação e o conteúdo que estavam utilizando foi algo bem fraco, e isso contribuiu para que a ideia na minha cabeça ainda ficasse intacta. Além disso, pouco se sabia sobre como funcionaria. Mas isso mudou com a prévia que tivemos no coquetel do evento.

Todo o contexto e ideia apresentada sobre a Ilha dos Condenados foi incrível. O enredo desenvolvido para que desse mais vida ao que estava acontecendo foi cuidadosamente pensada e trabalhada, e o que foi entregue ao público foi absurdamente inesperado.

Um presídio americano e uma família totalmente desequilibrada e atormentada por seus próprios demônios. Esta edição das Noites Macabras conseguiu mostrar como uma história bem contada pode se destacar e fazer a diferença em um evento desse segmento.

Palco Principal

Embora não seja de grande cenografia, os efeitos de luzes, som e atores fizeram uma diferença gritante durante a noite. A apresentação de abertura teve por volta de 15 minutos, e por mais que pareça um tempo longo, não ficou NADA cansativo ou ‘zzzz’. Com uma interação em meio ao público, o agente ‘Sammer’ faz sua entrada pela piscina de ondas em um bote e assim dando início a apresentação.

A trilha foi muito bem selecionada e inclui-se nela ‘They Don’t Care About Us – Michael Jackson’ e como destaque ‘Helena – My Chemical Romance’ que começou a tocar em uma sincronização perfeita após um dos discursos do Dr. Tradson e fez ser um dos ápices do momento. Já vimos a música ser utilizada na edição de 2010 da Hora do Horror – Museu de Cera – mas o impacto não foi tão grande como o desta apresentação.

“-Conheça o meu mundo! Isso senhor Sammer, é algo que o mundo necessita… MUDANÇA!”

E agora chegamos ao ponto que foi um pouco contraditório para algumas pessoas. Vamos falar sobre o Encerramento. O final é algo bem inesperado, e o ‘plot’ é feito bem cuidadosamente. Muitos acharam a ideia do desfecho bem desanimadora por novamente terminar ‘tudo bem’ na trama, pois afinal, uma história de terror nem sempre termina feliz.

No caso específico deste ano, a ideia apresentada foi relevante. Sabe-se que o parque é frequentado não somente por adultos, mas muitas crianças e excursões de escolas se fazem presentes nesta época, então é mais que válido trazer uma mensagem diferente para o desfecho de uma história dessa tematização e realçar o triunfo do Bem sobre o Mal.

Personagens do Evento

Trabalhar em um lugar como uma prisão pode se tornar uma coisa bem cansativa se não for bem pensada. Neste caso, tivemos uma variação muito boa de personagens, tornando-se assim uma exceção.

Além dos habitantes do presídio como a família Tradson, presidiários, vigilantes e cia, tivemos convidados bem diferenciados e inesperados. Entre eles uma reprodução dos 13 fantasmas do filme de 2001, e vários personagens clássicos como Samara, Hannibal, Leatherface, e a versão do remake do Pennywise.

Embora existam vários pontos em aberto sobre o porque desses personagens estarem ali, a utilização de ambos foi bem proveitosa, principalmente dos clássicos – trocando seu figurino original por roupas de presidiários foi uma sacada genial.

Algumas das áreas pareciam bem mortas devido a distância de um ator ao outro, e isso deu a sensação de alguns dos personagens estarem isolados da temática (talvez o público do dia não tenha colaborado muito por não ser em grande massa).

Figurinos, makes e atuações incríveis e bem trabalhadas. Damos destaque aqui as atuações. Os atores souberam utilizar o que foi dado a cada um e a sua maneira, trazendo assim um resultado de uma experiência completa em sustos e interação.

Túneis e atrações

Ricos em cenografia, principalmente na Sentença, os túneis das Noites Macabras 2017 foram um show a parte. A sensação de estar em meio a um ‘corredor da morte’ é incrível, mesmo em um corredor tendo apenas celas de um lado e do outro, um cenário simples com um jogo de luzes e fumaça fez ser uma das minhas partes preferidas.

Querendo ou não, um túnel aquático é o que chama a atenção. O esgoto foi uma experiência bem intensa por seu percurso ser feito todo de costas e em um bote. Isso faz com que o fator ‘surpresa’ desperte no momento. A interação dos personagens com o bote, ‘tentando fazer virar’ foi algo bem interessante a ser explorado.

Uma experiência em meio as cegas utilizando os seus 5 sentidos foi apresentada este ano. Em uma sala totalmente escura e tematizada, você precisava encontrar uma chave para sair de lá. Poderia ser mais proveitosa, mas valeu a apresentação.

Na minha opinião, o melhor foi o local dos personagens clássicos. Toda a ideia deste percurso foi incrível, mesmo não tendo grande cenografia. Várias celas, com vários rostos conhecidos, vemos todos eles sendo apresentados ao estilo de um ‘museu’ onde você é guiado por um dos guardas até certo ponto do caminho.

Considerações Finais

A Ilha dos Condenados sem dúvidas foi o destaque de 2017. Embora tenham tidos vários acertos, também houve algumas falhas críticas ao decorrer desta temporada. Um dos fatores se deve a alteração repentina em seu calendário que acabou priorizando dias de semana e excluindo os Domingos, sem contar ainda que após o dia de estréia, o evento retornou apenas depois de duas semanas seguidas alterando assim também a nossa visita ao parque.

Foram apresentadas 6 atrações para este ano, incluindo a atração ‘Solitária’ onde seria realizada a experiência de realidade virtual que foi retirada, e mais tarde lançada na internet. Com isso tivemos alterações em nomes das atrações sendo elas: “Rebelião” (personagens clássicos) passou a ter o nome de “Isolados” e a atração da sala escura que seria chamada de “Isolados” passou a ser a “Solitária”.

O legado do Dr. Christopher Tradson com certeza ficará para sempre em nossas memórias e deixará saudades. Mas o jeito agora é esperar a nova edição das Noites Macabras e ver o que nos espera.

 

Principais pontos a serem observados sobre as Noites Macabras 2017

(+) História bem apresentada e desenvolvida;

(+) Cardápio tematizado e saboroso;

(+) Palco com ótimas performances e apresentações;

(+) Personagens e atuações centradas e dentro da proposta;

(+) Figurino e maquiagens;

(+) Túneis e atrações;

(-) Alteração repentina em seu calendário retirando dias de evento principalmente os Domingos;

(-) Sem prorrogação;

(-) Menos uma atração em relação ao que foi divulgado.

 

Agradecimentos especiais a toda equipe da WR Produções, Wet’n Wild e a quem nos ajudou a trazer e fazer este conteúdo acontecer. 

Agora queremos saber a sua opinião. Concorda ou discorda com o nosso ponto de vista? Deixe nos comentários a sua crítica sobre as Noites Macabras 2017. Acompanhe com a gente a jornada até a edição a próxima edição, e nos vemos no próximo ano no Wet’n Wild!

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