Horror Gran Hotel | Considerações Finais – O Veredito da Edição Histórica

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A Hora do Horror de 2016 foi marcada por grandes polêmicas e problemas. Confira a nossa análise da 15 edição.

21 de Dezembro de 2016

A pouco mais de uma semana se encerrava a temporada de horror no parque. Foi um ano bem conturbado no Hopi Hari, e conseguiram entregar um evento mediano ao público. Mas será que valeu a pena? Confira o nosso veredito sobre o 15º ano de horror no parque.

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Primeiro apresentado como “Edição Histórica – Baile de Debutantes” e em parceria com as “Noites do Terror” (evento que era realizado no antigo Playcenter), prometiam trazer algo extremamente novo e nostálgico para comemorar um momento tão especial para a Hora do Horror;  principalmente para aqueles que acompanham o evento de muitos anos.

A produtora responsável pela realização do evento foi a “Ka1”. A mesma já esteve envolvida em outras edições da Hora do Horror e voltou este ano para a organização do mesmo.

TEMA

Embora simples e um pouco confusa, a tematização que foi batizada mais tarde de “Horror Gran Hotel” teve a história focada em Elizabeth, a garota da edição “Pesadelos (2007)” que estava comemorando seus 15 anos no hotel do seu pai Eigon “Sob o domínio das sombras (2006)” que após destruir um antigo asilo com magia negra, conseguiu construir seu tão sonhado empreendimento.

E de presente para sua filha, resolveu realizar um baile de debutante com vários convidados já conhecidos pelo público e que arrepiaram a alma dos mais céticos.

É bem complicado e bem complexo trazer algo tão diversificado como o que aconteceu este ano, convenhamos. São personagens totalmente diferentes, dos mais variados estilos, e ambienta-los em somente um lugar é um pouco complicado, e acabou sendo entregue algo bem confuso e limitado.

O diferencial na Hora do Horror é a originalidade em seus enredos que fazem você imergir ainda mais na história que está sendo contada, e este ano infelizmente a trama foi concentrada apenas em um hotel amaldiçoado. A ideia não é ruim, a ambientação de um hotel para algo do gênero é muito legal, mas para uma “história de horror” ficou extremamente vaga e não deixou algo impactante e memorável como deveria ser.

 

PALCO – SHOW DE ABERTURA E ENCERRAMENTO

Como sempre é de costume deixamos novamente escrito aqui, se você vai para brincar na Hora do Horror a passagem pelo palco principal é obrigatória para cada visitante. Este ano tivemos um novo mestre de cerimônias: Nildo Jaffer (conhecido por apresentar as NDT), Demontty novamente se destacando no palco com a música “Sturmgesang” da banda “Vogelfrey” e a apresentação contou também com um remix da música já conhecida por muitos, e tocada nas Noites Macabras durante este ano: “Bring Me To Life”.

As coreografias foram evoluindo ao decorrer do tempo, e no final trouxeram algo bem diferente e visualmente muito bom de se assistir; embora tenha sido algo longe do que foi em anos anteriores. A parte ruim se deve ao horário de verão que devido a luz do dia acabam ofuscando os efeitos e iluminação do palco que ao contrário do encerramento deixam o ambiente totalmente favorável a apresentação.

O último dia foi algo totalmente diferente e nostálgico, um final que foi apresentado somente para aquela noite. Fomos presenteados com parte da apresentação original do “Circo dos Horrores” e “Lua Negra”. O desfecho da história? A princípio parece que Eigon quebrou o acordo com o Demônio (NDT) e não lhe entregou o que foi prometido (interessante, parece que conheço essa história em uma realidade paralela), mas na verdade o acordo foi cumprido, até que… isso não passou de mais um pesadelo da nossa debutante.  Aprovado galera!

TUNEIS

Agora falando um pouco mais sobre os túneis. De um modo geral gostamos muito, achamos que não fugiu muito dos padrões Hora do Horror; estavam bem tematizados e decorados com fachadas incríveis. Dos dois, é difícil definir o melhor, mas o Hotel teve um destaque maior que o Asilo.

Asilo era incrivelmente enorme. As salas eram amplas demais para apenas um personagem ou no máximo dois (última sala) e mesmo assim não deram muito certo. Esse fator acabou ofuscando o momento do susto ou até mesmo perdendo durante a passagem dando muitas oportunidades para correr sem ao menos dar tempo de ver algum personagem. Sobre os personagens, não temos muito do que reclamar.

A relação de cada um com o cenário era congruente, exceto um ou outro que caíram de paraquedas e não conseguimos entender o motivo dele estar naquele determinado lugar. Um dos personagens mais polêmicos foi a dona do cabaré, sim aquela mesmo que você está pensando, a “Passista de Escola de Samba”; para quem não conseguiu lembrar, ela ficava na última sala do Hotel normalmente em um palco; outro lugar que vale destaque também foi o cenário dos corredores com as portas dos quartos, uma das melhores partes.

Nós do portal dificilmente nos assustamos mas dessa vez conseguimos “morrer” várias vezes em um túnel. Parabéns aos atores que realmente fizeram aquilo acontecer, era apavorante!

Gostaríamos de deixar destaque também para o pré-show de ambos os túneis, o texto e atuações eram ótimos e conseguiram despertar a curiosidade de quem estava na fila esperando. Outro ponto a se citar seria a ausência da passagem no caminho do lago que foi proposta no início do evento que seria conhecido como “Bosque”.

ZONAS DE SUSTO

Sobre Wild West, realmente foi uma área muito boa, abrigo de destaques que não podemos deixar de elogiar e tirar o
chapéu: Samara, Demontty e Grizelda (Bruxa do João e Maria), vocês chamaram a área para si, parabéns! Elogios a parte, os demais monstros também eram bons, apenas não entendemos muito a escolha de tantos vampiros, levando em consideração que o ano de 2012 foi um dos mais fracos, a satisfação de ter apenas a volta da Lexia e do Orfeu (vampiros alados da sessão de fotos da época) estaria de bom tamanho, podendo assim dar aos atores outros personagens.

Achamos desnecessário a utilização de 5 vampiros para lembrar uma edição tão fraca, os personagens; que cá entre nós; não são tão assustadores, mas não vamos entrar neste mérito. Personagens como Freddy, Jason, os demônios e clássicos das Noites do Terror estavam por lá.

Sobre Mistieri, uma área muito boa, com personagens muito bons, tivemos vários clássicos da Hora do Horror. Lá você poderia encontrar com personagens do Katakumb, A Loja de Brinquedos, Histórias para você não dormir, Circo dos horrores, Museu de Cera, Epidemia, enfim, uma diversidade incrível de personagens.

Infelizmente, alguns dos personagens que marcaram as edições passadas não condiziam com o original ou até não tinham nada a ver. Embora a caracterização tenha ficado fiel, a atuação não tinha nenhuma essência ao personagem original. Ao final, acabavam entregando algo totalmente ao contrário do que deveria ser – lembrando que são apenas alguns casos*.

De modo geral a atuação de rua estava bem interessante. Era perceptível que muitos atores se dedicaram aos personagens. Entretanto, muitos ficaram isolados aos seus companheiros que poderiam resultar em esquetes bem legais; um dos exemplos a serem citados e mais relevantes são “Mr. Freak” e “Demontty” por corresponderem a mesma edição.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A 15ª edição do evento nos trouxe muita nostalgia; personagens ícones da Hora do Horror eram convidados de honra desse baile. Conseguimos ver clássicos de filmes de terror, coisa que nunca imaginamos que poderia acontecer. E em meio a tantos problemas, nos surpreendemos com a dedicação em entregar o evento, foi algo totalmente inesperado.

Determinação e Limitações, acho que é assim que podemos definir o evento este ano. O que foi apresentado durante estes dias foi diferente do que estamos acostumados. As ações realizadas ano passado fizeram muita falta durante 2016. Toda aquela interação que esperamos progredir durante esta temporada acabou nem acontecendo.

A divulgação foi focada na página oficial do parque no facebook limitando-se a fotos. A exceção foram os videos do “Desafio do Manequim” que viralizou na internet, você pode conferir logo abaixo.

Em comemoração aos 17 anos de Hopi Hari e aos 15 anos de Hora do Horror está no ar Desafio do Manequim.#HoraDoHorror #HopiHari #DesafioDoManequim

Publicado por Hopi Hari em Domingo, 27 de novembro de 2016

Hora do Horror Desafio do Manequim #HoraDoHorror #DesafioDoDanequim

Publicado por Hopi Hari em Sábado, 26 de novembro de 2016

A liberação do Katakumb de forma gratuita e com personagens originais da atração durante o dia foi uma ótima ação. Outras coisas poderiam ter sido aproveitadas melhor como o excesso de vampiros em Wild West. Poderiam ter sido utilizados no West River (da mesma forma que fizeram em 2012) dando mais ênfase na atração.

No geral, foi entregue algo mediano; nem muito melhor que anos anteriores; mas também não é algo de se descartar. Muitas pessoas que estavam envolvidas nas edições passadas fizeram muita falta durante esta temporada.

As atrações estavam a um nível médio. Destaque para personagens novos que conseguiram como as gêmeas da última sala do Asilo. A iluminação com as lâmpadas vermelhas e alguns canhões de luz azul (embora 70% do período do evento seja de dia) trouxe uma ambientação bem propícia ao local durante a noite. Nosso álbum de fotos do último dia será publicado em breve, fique atentos na nossa página e twitter!

– Agradecimentos –
Somos muito gratos pelo os envolvidos que colaboraram para trazer todo esse material a vocês. Isso não teria sido feito sem o apoio dos leitores e colaboração da equipe. Agradecemos e PARABENIZAMOS IMENSAMENTE a TODOS os envolvidos pela realização da edição deste ano.
E como disseram: se Deus quiser, até 2017!
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